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Sou o Luís Bulha

Irmã Leopoldina

Sou o Paulino

Entrei e vi algumas pessoas sobre o balcão mostrando os passaportes. Esperei algum tempo e ninguém me ligava, deviam pensar que eu era filho de alguma daquelas pessoas. Saí para a rua, montei na motorizada e dirigi-me para a fronteira da Rhodésia sem ter sido impedido por quem quer que fosse. Quando pretendia passar para o outro lado, um cipaio que estava na guarita a controlar as entradas e subir a cancela móvel disse que eu tinha que ir lá dentro primeiro buscar uma senha. Entrei e encostei-me ao balcão. Atendeu-me um inglês, e como não o percebia, fui ajudado por um emigrante que estava de passagem. Aqui menti dizendo-lhe que era amigo do Chefe da Polícia portuguesa e ele me tinha autorizado visitar Untali por umas horas. Olhou-me, durante cerca de um minuto e por fim entrega-me uma senha. Lá vou eu em direcção a Untali a fazeruma barulheira com a motorizada. Ao chegar a cidade comprei um gelado (Eravendido por um preto montado numa bicicleta de 3 rodas com caixa de gelados á frente). Na estrada ultrapasso um veículo automóvel e por surpresa minha vejonele uma jovem conhecida, a Maria Luíza (Miliza) que esteve comigo no colégio,sendo o carro conduzido pelo pai. Aceno para ela e procuro seguir-lhe o rasto. Sou interceptado por um polícia de mota que me faz sinal para encostar. Começaa fazer-me perguntas, mas não o compreendia. Tenta pôr-se em cima da motorizadapara a pôr a trabalhar e explicar que não tinha tubo de escape. Depois de váriastentativas de fala gestual, compreendi que me queria levar até a fronteira. Uma vez nafronteira levou-me até junto do “chefe” da polícia portuguesa o qual ao ver-me dirigiu-se-me e perguntou o que se passava. Então disse-lhe que tinha ido até Untali e que o tubo de escape tinha caído da motorizada, fazendo muito ruído. O Chefe olhou para o inglês e disse. Ok. Está entregue. Thankyou Very Much e tú rapaz, vai-te embora e não faças outra. Assim fiz. Cerca de 20 metros adiante era o portão de saída e quando pretendia passar diz-me um dos cipaios. É menino, vai lá dentro dizer no chefe que já chegou. Logo me apercebi que não me tinha visto falar com ele momentos antes. Fiz-lhe a vontade e entrei. Esperei cerca de um minuto sem falar com ninguém e saí. Peguei na motorizada e arranquei a toda velocidade. De regresso entre Manica e Vila Pery, a gasolina acabou. Faltavam percorrer cerca de 70 quilómetros. Assim, tive que a puxar a mão, aproveitando as descidas para montar e quando atingi uma farma, dirigi-me ao seu proprietário para que me guardasse a moto dizendo-lhe que tinha acabado a gasolina e que tinha que ir para a estrada pedir boleia.

COLONO AOS 9 ANOS DE IDADE

Colégio de Jécua - Manica

Sou eu

Sou a Rosa irmã dele

Sou a Miliza

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