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pag.5Aos poucos os polícias de todas as nacionalidades tinham que ser evacuadas para Zagreb. Apenas era necessário ficar no terreno o mínimo dos mínimos e sendo chamado à presença do Sr. Intendente Sousa, disse. Você amanhã vai também ser evacuado, apronte a sua bagagem. Bem por um lado, os meus bens pessoais tinham ficado em Bratiskovic. Não tinha havido tempo para fazer as malas, pois tinha-se evacuado do local de emergência. Assim, respondi-lhe. Sr. Intendente, por favor não faça isso. Eu quero cá ficar. Depois de alguma insistência acabou por ceder. Na Esquadra de kistanje comandada pelo Subchefe Fernandes ao centro e o Agente Gustavo de Sousa à direita Uma mini Esquadra foi montada em Knin, composta por dois Noruegueses, dois Russos, eu e o Subchefe Faria. O Comandante era um Norueguês e eu seu adjunto. Tínhamos por missão levar mantimentos à população Sérvia que se encontrava espalhada por várias aldeias e vilas e ao mesmo tempo procurava-se pagar as rendas das casas dos polícias que tinham sido evacuados e recuperar as suas bagagens. Um dia seguia num Jipe para a cidade de Obrobac, sendo o condutor o Subchefe Faria e no acento de trás vinham os dois Russos e a intérprete. A estrada ficava situada numa encosta de uma serra que dividia a Croácia da Krajina, com muitas curvas e contra-curvas. A dado momento e junto a uma encosta encontrava-se parado um veículo com civis armados. Já estávamos perto quando os mesmos atravessam o carro na estrada e fazem sinal de paragem. Nesta altura o Faria grita-. é uma emboscada, ao mesmo tempo que aproveitando uma abertura consegue apertar o acelerador e passar pela traseira do carro. Nesta altura, adivinhando o perigo, gritei para o Faria. Há cerca de 10 quilómetros daqui existe uma barreira montada com polícia Sérvia. Pára só nesse local e acelera mais o Jipe porque eles vêm atrás de nós. Um pouco mais á frente o Faria, olhando pelo espelho retrovisor dá-se conta de que o condutor estava fardado de polícia Sérvio e virando-se para mim disse. Vou parar porque o motorista é polícia. No momento que pára o carro, somos imediatamente abordados por 5 milícias armados. Aqui o comandante do grupo manda os milícias tomarem posições de segurança junto às rochas para lhes dar cobertura e os outros apontam-nos as armas. A intérprete e os Russos ouviram dizer que nos iam matar. Os Russos falavam a mesma língua e eram amigos dos Sérvios. A intérprete começa a chorar e grita. São portugueses e Russos. O polícia Sérvio e os civis estavam embriagados. Estavam também enraivecidos devido à nossa fuga, e também porque naquele momento os Croatas estavam a bombardear aquela área. Então determinou para sairem do carro os russos e a intérprete. Quando a intérprete saía disse muito baixinho. Eles vão atirar sobre vocês. Cá fora os russos tentam explicar o mal entendido e qual era a nossa missão. Muitas perguntas políticas foi-nos dirigidas, mas com uma certa calma respondiamos que apenas èra-mos polícias da ONU e não políticos. Passados cerca de uma hora os russos conseguem convencer o polícia. Se matam os portugueses a Onu vai acabar por descobrir quem foram os seus autores. Nós russos somos vossos amigos e os portugueses são boas pessoas. Procura máquinas fotográficas, ordenou o polícia para um dos milícias . Concerteza que isso não encontraram por sorte nossa, porque eram objectos que não era aconselhável possuir em missão de patrulha. A dado momento aparece na estrada um autocarro transportando mulheres civis e militares que ao cruzarem por nós se abeiram das janelas a cumprimentar os milícias. Nasceu em mim um fio de esperança. O polícia sérvio, virando-se para a intérprete disse. Voltem para trás e digam aos portugueses que não participem o incidente. Foi um grande alívio, pois tinha ficado convencido de que tinha chegado a minha hora e em silêncio tinha-me despedido da mulher e dos filhos. Os Russos, ao entrarem para o carro ainda pensaram que eles iriam disparar em rajada quando já estivéssemos em andamento mas felizmente isso não aconteceu. (Ver participação da ocorrência na página "former yugoslávia".) Suturiyn à esquerda, um dos russos a convencer o polícia sérvio Cerca de quinze dias depois, tinha nevado muito e conseguiu-se chegar a OBROVAC por outra estrada. No regresso, fomos aconselhados a não regressar pelo mesmo caminho como meio de segurança. A determinada altura e já no alto de uma serra verifica-se que tinha havido uma pequena avalanche de neve sobre a estrada e um carro da polícia sérvio não conseguia arrancar do meio dela. Chegando perto disse o Faria. Olha quem está ali. O Polícia que nos queria matar. Vamos ajudá-lo. Eu tinha cortado a barba para não ser reconhecido pelas milícias com receio de se vingarem por termos participado às Nações Unidas o incidente anterior. Eu e os Noruegueses saímos do carro e fomos ajudar a desviar a neve do caminho ao mesmo tempo que empurrávamos o carro.A determinada altura escorrego juntamente com o polícia Sérvio pela ladeira abaixo ficando ambos mergulhados no meio da neve. Ajudo a levantar-se, altura que me reconheceu. Subimos para a estrada e o carro dele já estava em condições de seguir viagem e agradecendo-me deu-me um forte abraço. GUERRA NOS BALCÃS 30This website was created using MAGIX Website Maker. You will need the current version of Adobe Flash Player to view it. Further information can be found at magix.info - the Multimedia Knowledge Community by MAGIX, the market leader for music, photo, and video software. |