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pag.8MOSTAR Durão Barroso visitou Mostar na qualidade de presidente do Conselho da UEO e teve oportunidade de se avistar connosco, formada com 11 efectivos. No total, estavam cerca de meia centena de agentes portugueses na ex-Jugoslávia, para além dos envolvidos na força de Mostar. No decorrer da visita, Durão Barroso avistou-se com o administrador da EU, Hans Koschnick, e com os presidentes de Câmara das partes oriental e ocidental da cidade, Seft, Orucevic, Mijo, Brajkovic. Os muçulmanos não esquecem que a metade croata da cidade voltou praticamente à normalidade, em comparação com a sua, e que a vida ali é mais confortável.Junto do presidente Brajkovic, o MNE insistiu na necessidade de uma maior cooperação no esforço de unificação das polícias, perante a constatação de menor interesse por parte dos croatas nesta iniciativa, em comparação com os muçulmanos.Ambos os presidentes expressaram gratidão pelo trabalho efectuado pela EU e pela UEO e consideraram que a sua presença <constituía um factor para impedir a continuação da guerra>.Indicou ainda que o envolvimento da polícia europeia na ex-Jugoslávia iria ser ampliado, após a esperada aprovação, no Conselho da UEO, da integração de forças da Áustria, Suécia e Grécia. O intendente Costa Sousa, responsável pela força da PSP em Mostar, chamou a atenção de Durão Barroso para a diferença de subsídios auferidos por estes efectivos em relação aos seus colegas de outras nacionalidades. O ministro prometeu abordar o problema junto dos seus colegas da Administração Interna e Finanças, mas reconheceu algumas limitações de ordem legislativa.No final da visita, Durão Barroso indicou que tivera “impressões muito fortes” ao observar os destroços desta parte da cidade. Notou que “tem havido progressos”, mas reconheceu que ainda há muito trabalho a fazer e que “não podem esperar-se soluções milagrosas”.Esta constatação ficou evidente quando o ministro visitou o chamado Check-Point Charlie 10, sobre a linha divisória entre as duas metades da cidade. Só 300 pessoas são autorizadas a passar, por dia, para cada lado, sendo necessária inscrição com três dias de antecedência. Face à sensação de que o cessar-fogo não irá ser prolongado, não se escondia algum nervosismo junto das forças estacionadas nesta cidade, quanto ao que poderá suceder a partir de amanhã.Sente-se aqui, que o receado recrudescimento efectivo e substancial das hostilidades poderá ter repercussões imprevisíveis, mesmo em Mostar. Nesta cidade, não se esquece que nas montanhas que a rodeiam continuam forças croatas e Sérvias, que a qualquer momento podem entrar em acção.Na zona mais afectada de Mostar, um prédio só com uns buracos de bala é um achado. Era o caso do Hotel “Ero” onde se instalou a administração europeia, que em Junho de 1994 e por um prazo de dois anos assumiu a complicada tarefa de tentar gerir, normalizar, reunificar e reconstruir a cidade. No checkpoint Charlie 10, a ponte que deixou de existir, foi construída uma barraca em madeira. Uma senhora muçulmana com um ramo de flores na mão entra. Lá dentro estavam dois polícias com ar entediado, um croata e um muçulmano. A senhora escreve o nome num livro e, segundos depois, sai pela porta oposta à primeira. Diariamente centenas de pessoas passavam por este ritual indispensável para cruzar a cidade dividida entre croatas e muçulmanos.Pouco resta da velha ponte Starimost, o “ex libris” medieval da cidade que a guerra substituiu por uma passadeira suspensa construída pelos capacetes azuis da Forpronu.Ao fim de sete meses, solicitei o meu regresso a Portugal de automóvel juntamente com o colega Rodrigues de Braga. Tinha pedido a interrupção da missão para poder frequentar o Curso de Subchefe Ajudante e não me queria atrasar perante outros colegas na respectiva antiguidade. CHECKPOINT CHARLIE 10 GUERRA NOS BALCÃS 33This website was created using MAGIX Website Maker. You will need the current version of Adobe Flash Player to view it. Further information can be found at magix.info - the Multimedia Knowledge Community by MAGIX, the market leader for music, photo, and video software. |